terça-feira, 24 de julho de 2012
Cresce investimento na proteção das residências
Cinco
itens básicos compõem a segurança residencial: alarmes, cercas elétricas,
câmeras, portão eletrônico e até cão. As noticias de violência abastecem a cada
dia os jornais. Para se proteger, os proprietários investem recursos que
garantem segurança às famílias. Para completar, podem contar também com seguros
que cobrem sinistros e evitam maiores prejuízos ao patrimônio. Muitas pessoas
acrescentam muro alto na construção para garantir maior segurança. No entanto,
há quem duvida desta estratégia. O ladrão ao pular o muro está livre para agir.
Segundo especialistas, os vizinhos não podem ajudar se há alguma movimentação
estranha na casa já que o imóvel está encoberto pelo muro. O melhor ainda é a
colocação de grades em que é possível enxergar a rua. Conforme especialistas, a
adoção de medidas não devem alterar o projeto arquitetônico. Por isso, a cerca
elétrica é o equipamento mais utilizado, que custa em média R$ 700 e geralmente
possui um sensor que é disparado quando o arame é cortado. O dispositivo tem,
em média, 20 metros lineares e pode ser estendido no entorno da residência.
Quanto maior a metragem, maior é o preço. Geralmente, a altura para instalar é
de 2,5 metros. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas
Eletrônicos de Segurança (Abese), o mercado de segurança cresce, em média, 13%
anualmente. A taxa foi divulgada durante Congresso Internacional de Segurança
realizado no final do ano passado e promovido pela própria associação, na qual
se chegou ao consenso de que a classe média é a principal consumidora e
propulsora dessa “fatia”. Os sensores de segurança custam em média R$ 85, mas o
preço pode variar conforme a marca. O ideal é ter pelo menos dois desse tipo
para cobrir uma área. Há equipamentos que podem ser colocados pelo lado de fora
da residência para justamente identificar a presença de pessoas estranhas na
casa. Em cada porta e janela da residência deve haver um sensor magnético de
proteção.
Fonte: Portal Correio de Itapeninga/SP-20/07/2012
quarta-feira, 18 de julho de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
Sistema de segurança que será usado na Copa é testado no Mossoró Cidade Junina
Aconteceu...
O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), visando as ações que colocará em prática durante a Copa do Mundo de 2014, testou no Mossoró Cidade Junina o Centro de Comando e Controle (CCC), utilizando 27 câmeras, sendo 16 na área do evento e 11 em pontos estratégicos da cidade, formando o chamado "Cinturão de Segurança".
A redução de ocorrências atendidas pelo Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) da quinta-feira (14) até o sábado (16), em relação ao mesmo período do evento de 2011, foi de 21,5%. O secretário de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social, Aldair da Rocha, esteve em Mossoró acompanhando o trabalho dos policiais e elogiou o sistema: "O que aplicamos em Mossoró, durante essa importante festa popular, foi um projeto-piloto, um pequeno exemplo de como será uma de nossas ferramentas para a segurança na Copa do Mundo. O Governo do Estado não tem medido esforços para que esse tipo de equipamento também seja utilizado em maior número nas cidades. Natal já tem diversos pontos monitorados 24 horas por essas câmeras, algumas chamadas inteligentes, que rastreiam todos os veículos que passam por elas, indicando, por exemplo, de há queixa de roubo. Nosso trabalho é constante para melhorar a segurança dos potiguares, tanto que um evento grande como esse de Mossoró, felizmente, não temos registro de incidentes violentos de grande porte e houve redução das ocorrências em comparação ao ano passado".
Aldair da Rocha lembrou ainda que, recentemente, foram divulgados dados da Subcoordenadoria de Estatística e Análise Criminal (Seac), implantada no Estado ano passado, apontando a redução de 45% na quantidade de homicídios em Mossoró, em relação a 2011. "Nosso esforço continua e para isso contamos com o bom desempenho dos nossos policiais militares, civis, das guardas municipais, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, pois estamos todos juntos no combate à criminalidade", ressaltou o secretário.
O comandante geral da Polícia Militar, coronel Francisco Canindé de Araújo Silva, acompanhou a visita ao CCC e reforçou as palavras do secretário Aldair da Rocha: "O Governo tem investido nas polícias, nós temos conversado com a tropa e determinado mais empenho, para que nossa sociedade possa continuar vivendo em paz. Se ainda acontecem atos de violência contra os cidadãos, é porque é humanamente impossível as polícias estarem em todos os lugares ao mesmo tempo, mas não falta vontade e trabalho de nenhum de nós para fazer o Rio Grande do Norte um lugar seguro de se viver e se visitar, por isso, o Mossoró Cidade Junina transcorre dentro da mais perfeita ordem".
Além das câmeras, foi também utilizado um sistema de georreferenciamento e análise criminal, interligado ao Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp), que ao registrar uma ocorrência, automaticamente identifica o local e a viatura mais próxima. Ao decorrer das chamadas, o sistema distribui o policiamento de acordo com os pontos com maiores ocorrências. O Centro de Comando e Controle será utilizado nos grandes eventos do Estado, até o Mundial de 2014.
Fonte: SESED - RN
BR-101 é monitorada 24 horas por câmeras de segurança
No comércio, nas ruas e até dentro do elevador. Ninguém mais está livre das
câmeras de vigilância. Agora, até na BR-101 o monitoramento será 24h.
O Autopista Litoral Sul, que tem a concessão da rodovia em Santa Catarina,
termina este mês a instalação das 122 câmeras, do trecho de Garuva, Norte do
Estado, até Palhoça, na Grande Florianópolis.
O trabalho começou em maio e, segundo a concessionária, faltam só oito
equipamentos entrarem em funcionamento. Com o sistema completo, serão 220
quilômetros vigiados. O trecho catarinense terá, em média, uma câmera a cada 1,8
quilômetro. Cada uma tem zoom ótico de dois quilômetros.
Do comando de operação em Joinville serão repassados dados as 10 bases da
concessionária, que atendem, cada uma, trechos de 35 a 40 quilômetros. Não será
possível controlar todas as 122 câmeras.
Tecnologia inédita no Brasil
O software que foi adquirido para o sistema consegue identificar uma situação diferenciada e, automaticamente, jogar para a tela. O programa de computador adotado no trecho catarinense é espanhol e já vem sendo utilizado na Europa.
O software que foi adquirido para o sistema consegue identificar uma situação diferenciada e, automaticamente, jogar para a tela. O programa de computador adotado no trecho catarinense é espanhol e já vem sendo utilizado na Europa.
No Brasil, será usado pela primeira vez em Santa Catarina. Por isso, precisa
ser adaptado. Por exemplo, deve ser possível identificar quando um carro para no
acostamento ou se está trafegando no sentido contrário.
Segurança e não fiscalização
A finalidade não é a de fiscalização de irregularidades. Pelo contrário. De acordo com a Autopista Litoral Sul, a intenção do monitoramento é agilizar o socorro de vítimas de acidentes de trânsito, motoristas com problemas mecânicos, facilitando, ainda, a liberação do fluxo na rodovia.
A finalidade não é a de fiscalização de irregularidades. Pelo contrário. De acordo com a Autopista Litoral Sul, a intenção do monitoramento é agilizar o socorro de vítimas de acidentes de trânsito, motoristas com problemas mecânicos, facilitando, ainda, a liberação do fluxo na rodovia.
O investimento chega a R$ 30 milhões, entre câmeras e a nova estrutura
utilizada, com cabos em fibra óptica. O custo do novo Big Brother estará incluso
na tarifa do pedágio, mas ainda não há previsão de aumento de valor, afirma a
assessoria da concessionária.
A intenção é verificar o quanto o monitoramento fará diferença na resposta ao
atendimento, hoje feito depois que o usuário aciona o 0800 da concessionária.
Apesar de a maior parte das câmeras já estar operando, a Autopista ainda não
possui um levantamento sobre a eficácia do sistema, o que ainda está em fase de
análise.
As imagens são exibidas em tempo real no Centro de Controle Operacional (CCO)
da Autopista Litoral Sul, que fica em Joinville, Norte catarinense. O CCO, por
sua vez, encaminha a ajuda necessária para o posto de pedágio mais próximo do
quilômetro afetado.
Cada câmera abrange dois quilômetros, sendo possível escolher o sentido da
visualização, pois o equipamento tem capacidade para giro de 360 graus. – Se for
uma curva muito fechada pode haver um ponto cego, mas a visualização abrange, no
mínimo, 80% de toda a malha viária – detalha o gerente.
(Portal Gazeta
Itapoá/SC, 17/07/2012)
Insegurança faz BH se cercar de câmeras
Moradores, comércio e indústria investem R$ 180 milhões em 2011 para instalar
sistema eletrônico PM quer expandir o Olho Vivo. Você já teve uma sensação de
estar sendo vigiado? E é bem capaz que estivesse mesmo. Os belo-horizontinos
estão sendo observados por 172 mil câmeras espalhadas pela cidade. São edifícios
residenciais, comerciais, indústrias e a segurança pública usufruindo da
tecnologia para fechar o cerco à criminalidade.
A crescente sensação de insegurança e a facilidade para aquisição do sistema
eletrônico de segurança são os principais motivos pela procura às câmeras.
No ano passado, foram investidos por moradores, comerciantes e indústrias R$
180 milhões em circuito fechado de TV. A estimativa do setor é que os
investimentos neste ano ultrapassem os R$ 200 milhões.
“A vigilância eletrônica inibe a ação marginal e auxilia as investigações.
Além disso, dá tranquilidade aos pais, que podem, por exemplo, evitar agressões
aos filhos por babás despreparadas e também aos patrões, que podem identificar
falhas no processo de produção”, explica Vitor Hugo Moreira, diretor da
Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança em
Minas.
Do total de câmeras em BH, 65% estão em condomínios residenciais e comerciais
e 30% em indústrias e comércio. O restante está em casas e a serviço do poder
público.
Na capital, a BHTrans tem 33 câmeras para monitorar o trânsito (outras 62
serão instaladas até fim de 2012), a Guarda Municipal tem 43 e a Polícia
Militar, 164. “Ao mesmo tempo que o criminoso fica com medo de atuar, a
repressão é otimizada. O objetivo é aumentarmos o número de câmeras na cidade”,
diz o chefe da comunicação da PM, major Marcone Freitas.
(Jornal Metro/BH –
27/06/2012 – pg 3)
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Uma cidade vigiada
Se os moradores de Belo Horizonte atendessem sempre ao aviso “Sorria, você
está sendo filmado”, passariam boa parte do dia com cara feliz, mostrando os
dentes. A sensação de insegurança, um problema crônico das grandes metrópoles
brasileiras, é o que motiva a procura por sistemas de vigilância. Só com
circuitos fechados de TV, segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de
Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), os belo-horizontinos gastaram 144
milhões de reais no ano passado. Considerando 1 100 reais como o preço
médio de uma câmera, a entidade estima que cerca de 130 000 novos equipamentos
tenham sido instalados em imóveis da cidade ao longo de 2011. É como se cada
grupo de dezoito moradores ganhasse uma câmera nova. Neste ano, a previsão é de
que esses números aumentem 11%. Na capital, os crimes violentos contra a pessoa,
que incluem roubos, homicídios e sequestros, cresceram 12% em 2011, em
comparação com o ano anterior. Foram 19 487 ocorrências, o que assusta cidadãos
como a servidora aposentada Rosaura Marques. No último mês de dezembro, depois
de uma onda de assaltos na rua onde mora, a Jaú, no bairro Paraíso, ela investiu
4 000 reais na instalação de um sistema de vigilância em sua casa. “Agora me
sinto mais tranquila”, conta.
Os principais consumidores desse tipo de equipamento são hoje os condomínios residenciais e comerciais, que respondem por 65% das compras. “Como o comércio de rua e as residências já tomavam essa precaução fazia mais tempo, os bandidos começaram a migrar para os condomínios”, explica o diretor da Abese em Minas Gerais, Vitor Hugo Moreira. A vigilância eletrônica costuma também ser mais econômica. “Onde seriam necessários quatro vigias, por exemplo, o número cai para um ou dois quando há câmeras”, compara Moreira, que também é sócio da empresa Semax. Os sistemas mais simples, utilizados em casas e pequenos estabelecimentos comerciais, podem ser instalados por valores a partir de 4 000 reais. Já o preço dos circuitos mais complexos, como os usados nos grandes shoppings, pode ultrapassar a casa do milhão. Graças ao avanço da tecnologia, é possível acompanhar de qualquer lugar a movimentação em determinado local, em tempo real, pelo smartphone. Por 9 000 reais, o engenheiro Márcio Túlio Ottoni providenciou a instalação de um desses modernos circuitos no prédio do qual é síndico, na Rua Saldanha da Gama, na Floresta. “Temos câmeras na rua, no elevador e na garagem”, diz. O valor foi rateado pelos 28 apartamentos do edifício. “Acesso as imagens pelo telefone quando estou chegando em casa para ver se não tem nenhum problema.”
Nem sempre, porém, a instalação de câmeras é garantia de tranquilidade para
os moradores e proprietários de estabelecimentos comerciais. Ignorando o risco
de a ação ficar registrada, assaltantes abusados têm invadido também imóveis
monitorados, como ocorreu com o restaurante 2012, na Rua Levindo Lopes, no
coração da Savassi. A proprietária Juliana Myrrha pagou 7 500 reais para
monitorar o funcionamento da casa sem ter de estar presente lá o tempo inteiro.
Mas o sistema não conseguiu afugentar os bandidos, que invadiram o
estabelecimento no mês de março. Apesar das imagens, o suspeito não foi
capturado pela polícia. Mesmo assim, Juliana viu serventia no investimento.
“Pelas imagens, pude identificar por onde o ladrão entrou”, lembra. Com a
informação, a empresária percebeu que precisava tomar providências adicionais:
reforçou a segurança com cerca elétrica e grades nas janelas. Coordenador do
Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas, o especialista em segurança
pública Robson Sávio considera ilusória a ideia de que a instalação das câmeras
vai coibir a ocorrência de crimes. “A polícia não consegue investigar todos os
casos registrados na cidade”, afirma. “As delegacias estão abarrotadas, e só
crimes de grande repercussão são selecionados entre os milhares de
ocorrências.”
Segundo o major Gilmar Marcone Freitas, chefe de comunicação da Polícia Militar de Minas Gerais, os circuitos de TV devem ser encarados como um bom complemento ao trabalho dos policiais. Ele condena, porém, a ação das empresas do setor que, interessadas em aumentar o faturamento, contribuem para difundir um clima de insegurança na comunidade. “Quem vende a neurose é quem quer vender o remédio”, afirma. Freitas acredita que iniciativas como a Rede de Vizinhos Protegidos são mais eficazes do que a instalação de aparatos eletrônicos. O projeto, que vem sendo posto em prática pelos seis batalhões da PM, estimula a aproximação entre os que moram próximo. Quando alguém viaja, por exemplo, outra pessoa fica encarregada de avisar a polícia sobre qualquer movimentação suspeita na casa vazia. Resume o major Freitas: “A câmera funciona como um quarto olho, que vem depois do dono, do estado e da sociedade”. |
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